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E pra rir até cair, como faço?
Uma vez li em algum compêndio de frases que “rir de tudo é coisa dos tontos, mas não rir de nada é coisa dos estúpidos”. Lembrei disso agora porque já faz umas duas semanas que venho perseguindo algo que não acontece há um certo tempo: dar uma puta seqüência de gargalhadas, daquelas bem altas, do tipo que deixa a barriga dolorida e dormente, num misto de aflição e êxtase, uma sensação quase orgásmica que se durasse 28 minutos não teria nenhum problema.
Apesar de os últimos dias não terem sido o que se pode chamar de sensacionais, até que foi possível dar umas boas risadas. No sábado, com o Hudson e depois com a Sheila; no domingo, com Damasceno-Pai; durante a semana, com alguns e-mails e papos no MSN, especialmente com a Pulgueta; na quarta, com a Noêmia; na quinta, com umas tiradas do Cintra na aula. Mas não houve aquele momento que fica na memória – e que o simples recordar já causa uma bela risada. Como resolvo isso?
Já ouvi que é bom ter amigos ou colegas pras mais diversas ocasiões e papos. Acho que isso eu tenho. A um simples telefonema dá pra falar de futebol, mulheres, cinema, literatura, música, jornalismo e outros assuntos pelos quais me interesso no dia-a-dia. Nesses papos normalmente se solta uma piadinha aqui, outra acolá, só que, por mais que sejam engraçadas, não é nada pra se morrer de rir.
Não, não quero ser amigo do Ary Toledo ou do Golias. Já pensei em apelar pra umas comédias do tipo “Quinteto Irreverente” ou “Top Secret”, mas aí é covardia e já será algo previsto, premeditado. Quero algo espontâneo e inédito. Uma piada nova, uma sacada do cacete, um trocadilho genial.
Rir é um dos meus cinco maiores prazeres (ou outros são sexo, comida/bebida, sono e futebol) e talvez seja um dos mais fáceis de se alcançar. Pensando assim, será a gargalhada incontrolável comparável a quê? A um banquete? A uma noite de sexo ininterrupto? A uma caixa de Amarula? A 12 horas de sono tranqüilo? A ver o São Paulo ser campeão no Morumbi? Uns mais corriqueiros, outros nem tanto. Pra uma sexta-feira sem nada planejado, o que viesse seria um baita lucro. Mas pra agora, em pleno fim de expediente, a gargalhada seria a melhor pedida.
Escrito por Damasceno às 16h29
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Pra variar
É... os Perversos perderam. De 6 a 3. Sem reservas, definitivamente não dá. Ô time de furões!
Escrito por Damasceno às 15h09
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Medo
A sensação não é inédita, mas dessa vez pegou fundo. Sábado, umas 9 e pouco da noite, minha irmã e uma amiga foram assaltadas no portão de casa. Elas vieram pegar um bolo com minha mãe e estavam indo para uma festa, quando um cara apontou o revólver pra elas, deu uma coronhada no ombro da Renata e levou o carro, além de bolsas, documentos, cheques etc. Ficou o gostinho de impotência diante de uma situação dessas.
Sempre bate aquela sensação de “ainda bem que não aconteceu nada de mais grave”, mas quedam o susto e a vontade de não sair de casa. Pior que isso – e o que me deixa mais triste – é a forma como meus pais ficam: se normalmente eles já são meio preocupados (D. Helena especialmente), agora estão com uma constante aflição nos rostos. Talvez isso passe daqui a um tempo, mas sair de carro e voltar tarde nos próximos tempos será tarefa das mais chatas.
Escrito por Damasceno às 11h52
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Perversos x Homellets

A lembrança é inevitável. Toda vez que os Perversos Polimórficos vão entrar em quadra, me vêm à cabeça os Homellets. Explico: Perversos é o time em que jogo futsal pela faculdade. Homellets foi onde joguei durante o colegial.
Os Perversos jogam nesta segunda, em nossa estréia no primeiro campeonato interno de 2004 da faculdade. É o último ano do time na Casper e seria bacana se fizéssemos um papel ao menos razoável, já que até então foram papelões atrás de papelões.
Admito que não estava nem um pouco animado para jogar mais este ano. Nosso time não é bom, nunca conseguimos ter um goleiro fixo e em poucas ocasiões foi realmente prazeiroso entrar em quadra com a camisa dos Perversos. Mas três detalhes me deixaram empolgado. Pela ordem:
- Conversando com um pessoal mais velho da Casper, lembramos que os Perversos estão entre os times de mais tradição da faculdade, já que desde 2001 sempre participamos de todos os campeonatos. Ou seja, precisamos deixar uma impressão melhor para os jovens casperianos;
- Jogar com o Dorfo é um negócio legal pra caramba. No primeiro ano de time eu ficava puto, pois ele perdia quase todas as divididas. Hoje ele é o único que corre até o fim em todos os jogos, mesmo que estejamos perdendo de 20 a 1 (o que já aconteceu, de fato). Vale a pena correr e querer ganahr o jogo sabendo que o cara está se esforçando pra caramba, sem reclamar de ninguém nunca;
- Sempre que faço parte de um time quero que ele seja igual aos Homellets, no sentido de unir diversão, competitividade e amizade. Quem sabe neste ano alcancemos isso com os Perversos.
Os Homellets têm histórias pra caramba, mas isso fica pra uma outra ocasião. O negócio agora são os Perversos!
Escrito por Damasceno às 19h21
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