Vilão ou vítima?

Sempre fico meio chateado quando vejo algum ex-grande atleta com o pé na cova. Normalmente isso acontece com velhinhos, na casa dos 70 e 80 anos. Os últimos exemplos que me vêm à cabeça são os de Leônidas, Barbosa e Zizinho, jogadores que só vi em ação em raros videotapes. Digo isso porque é estranho ver Maradona prestes a passar dessa pra uma melhor (será?). Ele está na casa dos 40 anos ainda, teve sua carreira inteira registrada pelas emissoras de TV e todo cara da minha idade pôde se tornar seu fã ao ver suas peripécias com a bola.
Mas este na verdade é um texto aproveitador. Daqui a algumas semanas entrará em cartaz “Pelé Eterno”. Quem viu diz que não é uma maravilha de documentário, mas as imagens acabam por compensar as falhas do filme. Se o maior de todos só ganhou agora um documentário bacana, Maradona já havia sido tema de outro, chamado “Vilão ou vítima?” (Villain ou victim?), repleto de imagens sensacionais do nanico canhoto. O problema é: não se acha esse filme pra vender ou alugar.
Se alguém por acaso souber onde posso encontrar o dito-cujo, favor informar. E se alguém quiser ser meu eterno amigo, pode me dar este belo presente. Eu até te convidaria para assistir ao filme em casa, com direito a salgadinhos e tudo mais.
Escrito por Damasceno às 11h24
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Uma peça bacana

Lá vou eu de novo me meter a falar de coisas que não manjo nada. O assunto agora é teatro. A peça é “Cem Anos de Solidão”, encenada pela Cia. Do Teatro Reciclável, em cartaz até ontem (25/04) no Teatro Célia Helena.
“Cem anos de Solidão”, em papel, dispensa comentários, mas antes de começar a peça já estava meio conformado em ver algo que não me agradaria muito – seja por um certo preconceito em relação a grupos teatrais desconhecidos ou pelo fato de a história ser muito difícil de ser contada, ainda mais com uma estrutura pequena.
Logo nos primeiros minutos boa parte dessa minha sensação foi pro espaço. O diretor encontrou uma forma bem bacana de contar a história, colocando o Coronel Aureliano Buendía como narrador. Aí ficou bem mais fácil a compreensão, embora um pessoal que estava ao meu lado a todo momento se confundia com o entra-e-sai dos mais de 50 personagens, interpretados por apenas 13 atores.
Não havia nenhum cenário, já que praticamente toda a peça é passada na casa dos Buendía, com a quase-onipresença de Úrsula Iguarán. A falta de cenário é compensada por uma troca de figurinos e de personagens muito rápida – outro motivo que deve ter confundido as moças tagarelas ao meu lado.
As três horas (sem intervalo) de peça acabaram por passar rapidinho. Além do destaque para a forma como a história foi contada, os dois principais atores, Drica Zenezi (Úrsula) e Marco Rudelli (Cel. Aureliano Buendía e outros) também merecem uma lembrança, pois conseguiram interpretar muito bem dois personagens complexos e cativantes, cuja importância para os tais cem anos do livro é fundamental.
Ao final ninguém falou se haverá novas apresentações, tampouco quais serão as próximas peças do grupo. Se alguém souber, dê um toque.
Escrito por Damasceno às 12h33
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