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Triste, muito triste
História ouvida há alguns minutos, onde trabalho. A moça que trabalha como copeira trouxe na semana passada seu filho para viver com ela em São Paulo. O menino tem 12 anos e, para estudar aqui, precisa de um documento que só pode ser emitido por sua escola anterior, em Brejão (PE), pertinho de Garanhuns.
Outra moça que trabalha comigo ligou para a escola. Queria saber como conseguir o tal documento. Aí vem a surpresa: a escola sequer tem secretaria. Seu telefone na verdade é uma espécie de orelhão, instalado no meio do pátio. Algum aluno atendeu e, embora aparentemente grandinho, o menino parecia mais um estrangeiro, pois não conseguiu entender o pedido para localizar a diretora, inspetora ou qualquer pessoa que pudesse ajudar.
O que dizer? O que imaginar do restante da escola e de seus alunos?
Escrito por Damasceno às 16h12
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