Revolução, fraude ou ignorância?
Trecho de uma notícia fresca do Uol News:
28 cidades terão nova eleição, anuncia TSE
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nesta sexta-feira (8) uma lista com 28 cidades que terão que realizar nova eleição de primeiro turno por terem mais de 50% de votos nulos.
O destaque é a cidade de São Sebastião da Bela vista (MG), que teve 97,9% dos votos nulos. Os dois únicos candidatos, Zé Quita (PSDB) e Zezé Camilo (PFL), não receberam nenhum voto. Foram 65 votos em branco e 3.045 nulos.
Fico imaginando o que se passa em uma cidade como essa. Do mesmo modo imagino o quão legal poderia ser uma matéria com o pessoal dessa cidade, mostrando o que realmente aconteceu por lá. Fica a vontade...
Escrito por Damasceno às 17h08
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Ainda sobre ontem
Por que dizem que não se pode fazer boca de urna? O sujeito vê propagandas por quase três meses seguidos, mas somente a que é feita no dia pode alterar seu voto. Então, tá.
Ainda sobre boca de urna
De Curitiba mais uma vez vem uma boa novidade. O pessoal que foi preso na cidade por fazer boca de urna ficou alguns minutos na delegacia e foi logo liberado. Mas com uma condição: trabalhar segunda e terça na limpeza dos materiais de campanha nas principais ruas. Que em 2006 a medida seja adotada em todo o país.
Na TV
Apesar da pompa e da quantidade de convidados, a cobertura das eleições feita pela Band perdeu feio para a da Cultura, especialmente pelas boas entrevistas conduzidas pelo Paulo Markun. É impressionante como alguém que ocupa o cargo do Fernando Mitre fale tantas obviedades.
Merdas do PT
Salvador e Fortaleza: desfechos diferentes para estratégias equivocadas. No primeiro, abandono total do candidato do partido para não entrar em choque com ACM. No segundo, o racha entre Luizianne e Inácio. São por casos como esses que Gilberto Dimenstein fala sobre a impressionante falta de militância do PT em São Paulo.
Golaços do PT
Belo Horizonte, Aracaju, Guarulhos. O pessoal de São Paulo deveria descer um pouco dos tamancos e aprender um pouco com os bons exemplos existentes no próprio partido.
Mais do mesmo
Timóteo, Goulart, Natalini, Wadih Mutran... Depois o pessoal reclama dos vereadores.
Tiro no pé
Zarattini falou ontem sobre a sede de renovação política por da população brasileira ao tentar explicar os resultados do primeiro turno. De fato. Em São Paulo, nunca o PSDB tinha conseguido ir ao segundo turno. Para as próximas semanas talvez seja necessária uma explicação diferente.
Tchau? Nunca vi o Malufão com uma expressão tão apática quanto a de ontem à noite — nem mesmo em outras de suas várias derrotas. Será que o “bom prefeito” imaginava que realmente teria um desempenho menos sofrível?
Escrito por Damasceno às 15h07
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Idéias largadas sobre o 3 de outubro

PT—PSDB
Sou pouco simpático à maioria dos tucanos e já fui bem mais petista, mas é muito bom ver os resultados das eleições no país e ver PFL e PP com uns números tão nanicos. Quanto ao PMDB, apesar de liderar na quantidade, segue ladeira abaixo nas cidades importantes. É o que dá ter na mesma sigla gente tão diferente quanto Simon e Requião, de um lado, e Sarney e Jader Barbalho, de outro.
Soninha eleita
Bacana demais. A única coisa realmente boa que achei na eleição para vereador em São Paulo.
Nádia fora
Surpresa braba. Decepção também. Mas fica um arzinho de soberba e incompetência no ar, ao ver que o único vereador eleito pelo PCdoB foi o Ademir da Guia (!).
Maia no RJ
Bomba por bomba, melhor a vitória no primeiro turno. Um segundo turno com Maia e Crivella nem mesmo o mais folgado dos fluminenses merece.
Intervalo para uma mini crônica
Ontem fui mais uma vez mesário em eleições. Teria sido um porre total trabalhar novamente, mas acabou sendo um dia até divertido, graças à divertidíssima companhia do pessoal (Leon, Leopoldo, Thaís e a Flávia) que ficou na mesma sala que eu e ao grande Vanderlei da Silva, o eleitor mais bacana de todos.
Quase todos que entravam na sala eram fontes para piadinhas e comentários espirituosos. Mas ninguém chamou mais a atenção do que o Vanderlei. Ele já tinha sido uma das atrações da eleição passada, ao chegar breacaço pra votar. Neste ano ele se superou, provando que a lei seca dos dias de eleições não existe.
Vanderlei é um negão de pelo menos 1.95m, deve ter uns 70kg, talvez uns 45 anos e é a figura mais próxima do típico malandro que já pude ver ao vivo. Bem-vestido, educado demais com as mulheres, impregnado de alfazema, cheio de onda com os homens, veio de Parada de Taipas até o Butantã para votar, mas graças a seu estado etílico não conseguiu.
Vanderlei contou a história do Butantã, mostrou sua foto quando criança, falou dos belos olhos da Flávia e, a cada 30 segundos, parava o que estava falando, apontava pra cima e falava devagar: “Alá, aláááááá”. Ele deve ter feito isso umas 12 vezes e em todas elas a gente não se agüentava de rir. Ao final, nos convidou pra um churrasco em sua casa, com um lembrete: “Se quiserem, podem levar bebida, tá?”
Escrito por Damasceno às 15h05
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