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Déjà vu

Um time colombiano contra um time brasileiro. Um jogo feio e chato, com uma das equipes disposta a somente se defender. 0 a 0 no placar. Jorge Larrionda no apito. Falo de Brasil e Colômbia, ontem, em Maceió, mas poderia ser também São Paulo e Once Caldas, na semifinal da Libertadores deste ano.
É muito triste isso. Assim como o Once Caldas, a Colômbia não é um time horrível. Ambos têm suas limitações, mas também têm um ou outro jogador habilidoso. Mas a forma como eles se dispuseram a jogar afugenta qualquer espectador que não seja muito fã de futebol da frente da TV.
Para o adversário, resta pouco a fazer. Bola de lado prá cá, prá lá... volta pro volante, que toca pro lateral-direito, que inverte a jogada pro lateral-esquerdo, que tenta avançar pela ponte mas não consegue... e bola de novo pro volante, que, de saco cheio, tenta lançar o atacante, mas manda a bola na cabeça do zagueiro, na mão do goleiro ou pela linha de fundo. Haja saco!
O curioso nisso é pensar que se a Colômbia jogasse dessa forma todos os jogos, dificilmente perderia. Os caras não têm uma zaga sensacional, mas alguém meio ingênuo pode achar que se o time aguentou a pressão do Brasil, teoricamente suportaria a de quase todas as outras equipes do mundo. Mas não. Quando um time assim se vê diante de um adversário com nível técnico semelhante, bate a coceira, a gana de atacar, fazer gols, comemorar, vencer. Aí não tem esquema defensivo que resista. Zagueiros ruins + esquema ofensivo = 7º lugar nas eliminatórias, o merecido lugar da Colômbia nessa disputa.
Mas há malditas exceções. Que o digam Santos, São Paulo e Boca Juniors. O Porto que se cuide no final do ano, se é que até lá o Once Caldas não resolva mudar seu modo de jogar.
Escrito por Damasceno às 10h12
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