Tudo pode virar crônica
     
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Siso

Por que raios temos que ter 32 dentes? Como dói esse maldito dente!!!



Escrito por Damasceno às 10h05
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O sinal da derrota

Segundo turno, mais um dia como mesário. Marasmo total. A saída encontrada foi fazer dezenas de bolinhas de papel com os rascunhos do material da eleição e organizar um campeonato de basquete com a ajuda do cesto de lixo. Diversão total. Até os eleitores riam e estranhavam nossa alegria.

 

Após o almoço, expectativa pela chegada de Vanderlei, o mais legal dos eleitores da seção 78. Depois das 16h, apreensão: cadê o cara? Sua vinda seria o desfecho ideal de um dia que, apesar dos pesares, foi divertido. Nossa ansiedade só acabou às 16h45, quando vimos o dito-cujo, sempre elegante, despontar no final do corredor. Mas havia algo errado...

 

Sim, senhores e senhoritas... Vanderlei estava sóbrio como qualquer um de nós, mesários. Educado, ele cumprimentou a todos, votou em menos de dez segundos, falou qualquer coisa do Santos e do Palmeiras e se foi.

 

Paciência. Se a derrota da Marta já era praticamente certa, a sobriedade de Vanderlei foi completamente surpreendente, decepcionante.  Foi como se o PFL vencesse a eleição em São Paulo ou se o Corinthians fosse campeão do Brasileirão.

 

Dúvida

 

Duda Mendonça escreveu um livro, em 2001, chamado “Casos e Coisas”, no qual conta o início de sua carreira e como venceu algumas eleições, já como marqueteiro político. Em dado momento, fala que o candidato que bate, perde. Diz que o eleitor quer saber de propostas e que agressões só devem ser uma espécie de contra-ataque.

 

Por que com Marta ele não seguiu esse “mandamento”, do mesmo modo que fez com Maluf, Pitta e Lula? Mudança de filosofia, pressão dos Favre da vida ou apelação pro tudo ou nada, já que desde o primeiro turno a derrota já estava desenhada? Talvez uma nova edição de seu livro explique...

Escrito por Damasceno às 13h04
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