... por questões de limite de espaço
... mas acho que dá pra fazer um apanhado de idéias, frases e trechos de textos bacanas que li nos últimos dias. Acho que música é uma boa pra começar:
Nelson Freire e Guinga
Não sei qual dos caras da Escola de Frankfurt falou algo sobre a perda do valor de uma obra de arte reproduzida. Nada como ver um quadro a poucos centímetros de distância. Para música boa vale o mesmo. É meio óbvio, mas é que depois de uma semana ainda estou empolgado com duas apresentações: a do Nelson Freire e do Guinga.
Conheci os dois há pouco tempo. O primeiro, por intermédio da Analu. O segundo, via conhecimentos musicais do André. Nelson Freire é um pianista de mão cheia, que se apresentou com a Filarmônica de São Paulo no Municipal. Que coisa fantástica. Que rapidez, que sensação boa a de ouvir algo assim ao vivo. Já o Guinga é o melhor violonista do Brasil. Há controvérsias nisso, mas tem quem o coloque como sucessor de Pixinguinha e Tom Jobim. Como diria o André, “o violão do cara fala”. Viadagem à parte, o som que o cara tira fez com que eu me desse conta de que é possível chorar com música.
Pausa para frase bacana
“Não dá humorista em lugar onde está tudo certo. Você já viu humorista na Suécia, na Noruega? E no Ceará há mais ainda, pois lá o sofrimento é maior. O cearense faz piada com tudo” — Chico Anysio, em bate-bola com Armando Nogueira no Sportv.
Historinhas...
Meus pais têm ido para Bananal para ajudar a cuidar de minha avó ao menos uma vez por mês. Sempre que eles voltam, Damasceno-Pai sempre tem umas histórias pra contar sobre a cidadezinha, apesar de seu monótono cotidiano. A última envolveu um jogo de futebol entre as seleções de Bananal e São José do Barreiro. “Bananal tem pelo menos uns três caras muito bons de bola, que poderiam jogar num time grande”, garante. Mas o jogo é disputado, duríssimo. Até a metade do segundo tempo, nada de gols. Até que o bandeirinha resolve não ver um impedimento absurdo que resulta em gol dos bananalenses. A torcida comemora e os 11 jogadores adversários cercam o árbitro. Alguma agressão é iminente, mas eles curiosamente só o cercam, sem nada falar, sem esboçar qualquer atitude violenta, mesmo que verbal. “Parecia ensaiada a reclamação”. A situação não muda por uns cinco minutos, até que três policiais aparecem e acabam com a rodinha. No final, em mais dez minutos de jogo Bananal retoma seu grande futebol e vence por 5 a 0.
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“Ah! A imensa felicidade de não precisar estar alegre” – Fernando Pessoa
Mulheres
Um amigo comentou, assim que voltei à solteirice, que o mercado andava farto. De fato, a fase é boa, aparentemente pelo velho chavão de que “falta homem no mercado”. Mas tenho chegado à conclusão de que tenho ido aos lugares errados. Faz pelo menos uns três meses que não conheço alguma guria que realmente seja “a mulher”, nem que seja daquelas pra você ficar sonhando em ter cinco filhos e ficar o dia inteiro em sua companhia.
Que fique claro: não me refiro à beleza, mas sim a interesses comuns, gosto por aprender coisas novas, inteligência a compartilhar e sem pudores bobos. É, talvez eu queira muito mesmo...