Tudo pode virar crônica
     
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Mais ricos da ficção

Taí a lista mais bacana que vi nos últimos meses. A Forbes atualizou sua relação de personalidades fictícias mais ricas em todo o mundo. Segundo a publicação, só entram na lista personagens ficcionais (excluindo-se personagens mitológicas e folclóricas) que façam parte de uma história. Mas o primeiro item avaliado é a riqueza. Ou seja, personagens que são conhecidos por serem muito ricos.

1- Papai Noel - Fortuna infinita
2- Oliver "Daddy" Warbucks (de Annie, A Pequena Órfã) - US$ 27,3 bilhões
3- Riquinho – US$ 17 bilhões
4- Lex Luthor (de Super-Homem) – US$ 10,1 bilhões
5- C. Montgomery Burns (de Os Simpsons) – US$ 8,4 bilhões
6- Tio Patinhas – US$ 8,2 bilhões
7- Jed Clampett (de Família Buscapé) – US$ 6,6 bilhões
8- Bruce Wayne (de Batman) – US$ 6,5 bilhões
9- Thurston Howell III (de Ilha dos Birutas) – US$ 5,7 bilhões
10 - Willy Wonka (de A Fantástica Fábrica de Chocolate) – US$ 2,3 bilhões
11- Arthur Bach (de Arthur, o Milionário) – US$ 2 bilhões
12- Ebenezer Scrooge (de Conto de Natal) – US$ 1,7 bilhão
13- Lara Croft (de Tomb Rider) – US$ 1 bilhão
14- Cruela Cruel (de 101 Dálmatas) – US$ 1 bilhão
15- Lucius Malfoy (de Harry Potter) – US$ 900 milhões



Escrito por Damasceno às 16h09
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O tráfico, a polícia e os reféns

Já fazia um tempo que eu ouvia falar de “Notícia de uma guerra particular”, documentário de João Moreira Salles sobre o velho problema do tráfico de drogas nos morros do Rio de Janeiro. Desde seu lançamento, em 1999, tive vontade de vê-lo algumas vezes, mas nunca conseguia ir às suas raras exibições.

 

Em 2003, quis assisti-lo depois de ver o documentário que Salles fez sobre Nelson Freire. Em 2004, após ver “Entreatos”, outro documentário, desta vez sobre os bastidores da campanha que elegeu Lula. Neste ano, a vontade bateu de novo, ainda durante a leitura de “Abusado”, de Caco Barcellos.

 

“Notícia” não é tão bom quanto “Nelson Freire” ou “Entreatos” – nem tão rico em informações e declarações como “Abusado”. É um documentário curto, com poucas imagens impressionantes e que se sustenta nas entrevistas realizadas com personagens de três núcleos diretamente envolvidos na questão do tráfico: a polícia, os moradores dos morros e, obviamente, os traficantes.

 

A relação com “Abusado” se deve porque as entrevistas feitas com os traficantes ocorreram principalmente no morro Dona Marta, à época dominado por Marcinho VP, personagem principal do livro de Caco Barcellos. Em 2000, Salles veio a público dizer que mantinha uma amizade com o traficante e que estava financiando a produção de um livro que seria escrito pelo próprio VP. A revelação causou uma tremenda crise na polícia do RJ e culminou na caça a qualquer custo do chamado “dono do Dona Marta”. Para mais informações, leia “Abusado”.

 

Sinceridade

 

O mais interessante desses núcleos de entrevistados são as declarações de dois membros da polícia (um oficial e o delegado Hélio Luz, ex-deputado estadual pelo RJ). O oficial não nega o medo de se expor tantas vezes no combate com os traficantes, mas também diz que desde criança sonhava em fazer esse tipo de trabalho. No entanto, ele mostra que não crê no próprio ofício, ao dizer que “morrem policiais, morrem traficantes, mas ambos os lados sempre se renovam e, no fundo, nada muda, há décadas”.

 

Já o delegado é mais enfático. Ele diz que a polícia é, sim, uma entidade corrupta. “Não há como negar isso”, afirma. Hélio Luz diz que a culpa é da própria sociedade, em especial dos ricos, que, se não conseguem se impor pelo suborno ou pela extorsão, fazem valer sua influência. Por seu raciocínio, os policiais dançam conforme a música, por não terem força para mudar o sistema constituído há milênios.

 

Salles talvez não admita, mas acaba se esforçando na edição de seu filme para mostrar que um velho chavão (“o tráfico ocupa o lugar do Estado”) é falso, fruto de análises superficiais do problema das favelas no Brasil. A impressão deixada é simples: ninguém ainda conseguiu substituir o Estado. O assistencialismo que muitas vezes se vê (ou se ouve falar) nos morros nada mais é do que uma forma de conquistar os moradores – e só. O despreparo intelectual, organizacional, estrutural etc. das grandes facções que comandam o tráfico impede que o tráfico ocupe de fato essa lacuna deixada pelo governo.

 

Reféns da polícia

 

“Notícia” está sendo exibido esta semana no Cine Bombril – aquele que fica dentro do Conjunto Nacional, na Paulista.  Após a primeira exibição, Salles participou de um debate com a platéia. Reproduzo aqui um trecho extraído da reportagem da Folha sobre a conversa do diretor com o público:

 

O diretor avaliou a polícia do Rio de Janeiro como "especialmente ruim" e disse que ela "já não serve mais à sociedade e talvez nem sequer a si mesma [em esquemas de corrupção]".

Salles afirma que os políticos fluminenses se tornam "reféns" da polícia. "Entram com planos de mudança e sucumbem em seis meses, porque a polícia tem capacidade de aumentar ou diminuir índices [de criminalidade] e produzir sensação de insegurança."
Para ele, "é possível mudar, mas é preciso coragem e vontade política, e o Rio, infelizmente, tem produzido pouco isso".

 

Aí fica bem difícil.

Escrito por Damasceno às 16h00
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Menos do que quatro

Com a derrota do Inter por 1 a 0, o Corinthians perdeu a grande chance de ao menos empatar o jogo com o Goiás e evitar que são-paulinos, palmeirenses, santistas e anti-corintianos em geral contestassem seu quarto título brasileiro.

Apesar de o Inter ainda tentar disputar na Justiça o título, dificilmente o resultado final será alterado. Jogadores do Corinthians e corintianos em geral não têm nada a ver com as cagadas feitas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva e estão certíssimos em comemorar. Mas fica pra sempre a discussão: e se os jogos contra Santos e São Paulo não se repetissem?

No final das contas, o jogo mais emocionante da última rodada decidiu a última vaga brasileira na Libertadores. Deu Palmeiras, infelizmente. Apesar de não ter gostado, vai ser bem interessante ver o trio de ferro paulista na Libertadores do ano que vem.

O Tricolor se despediu bem de sua torcida, antes de viajar pro Mundial. Jogou pro gasto no primeiro tempo e venceu o Furacão por 3 a 1, com dois de Lugano e um de Rogério Ceni – uma bela despedida para aquele que amanhã deve ser escolhido como o goleiro do campeonato.

Engraçadíssimo foi ver a reação do Galvão Bueno em anunciar a conqusita do título pra uma equipe que perdeu o último jogo. Ele não consegue engolir os pontos corridos de jeito nenhum, mesmo com a prova irrefutável de que é a maneira mais justa de todas. No ano que vem, com 20 times, isso ficará ainda mais claro.



Escrito por Damasceno às 18h21
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