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Bono e a catarse

Há uns 12 anos, lendo uma crítica de um show da Legião Urbana, me deparei com a expressão “catarse”. Corri para o dicionário e descobri o significado de mais uma palavra. Mas até o show de ontem do U2 eu não tinha uma noção exata do significava isso.
Não é preciso ser muito fã para curtir a apresentação dos caras — basta gostar um pouco de rock. A produção é fantástica, a presença do Bono no palco é foda, mas nada se compara às reações da platéia a cada início de música, a cada comentário feito por Bono, a cada jogo de luz do gigantesco telão.
Impossível esquecer da reação do povo em “I still haven’t found what I’m looking for”, “Beautiful day”, “Pride” e “Sunday Bloody Sunday”. Bono parecia um religioso, capaz de comandar um suicídio coletivo se assim quisesse. Inesquecível também a visão das arquibancadas do Morumbi durante a execução de “Miss Sarajevo” e “One” — com as luzes apagadas, toda a galera colocou seus celulares pra cima, gerando um efeito magnífico. Nem nos dias mais felizes da história do São Paulo F. C. o estádio esteve tão bacana.
Escrito por Damasceno às 13h20
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