Tudo pode virar crônica
     
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Trilha sonora

A sra. Hessel enviou um e-mail para o Sweetmovies (o velho grupo da faculdade que curtia cinema) com um daqueles questionários que todo mundo já perdeu meia hora respondendo.

 

Simpático o questionário. Sua idéia é montar a trilha sonora que seria feita caso sua vida se tornasse um filme. As respostas (pelo menos as minhas) apresentam um problema: optei por músicas bacanas, mas nem todas se encaixam perfeitamente com o modo que penso – algumas são muito submissas, como “Réu confesso”, do Tim Maia, enquanto outras são muito agressivas, como “Você não serve pra mim”, do Roberto.

 

Em todo caso, segue abaixo minha lista. Faça a sua, ponha no seu blog, mande para meu e-mail (fldamasceno@hotmail.com), divida-a com os amigos...


Créditos de abertura:
  "Fernando", com a Perla (pode ser também com o Abba), por ser a fonte que inspirou minha irmã a escolher meu nome.
Acordando: "Here comes the sun", Beatles

Dia comum: "Cotidiano", do Chico
Primeiro encontro: o refrão do tangão "A media luz" ou a parte da música do Agepê que fala "Quero te pegar no colo, te levar pro solo e te fazer mulher". Mais direto, só o Wando... rs 
Se apaixonando: só o refrão de "Giz" , da Legião
Cena de briga: "Você não serve pra mim", do Rei
Acabando com o namoro: "Quando", do Rei, ou "Eu te amo", do Chico
Voltando o namoro: "Réu confesso", Tim Maia... ou "Chega de Saudade"
Cena de amor: "Senhorinha", Guinga
Amor secreto: "Always on my mind" 
Tudo bem com a vida: "In the mood", Glenn Miller, ou "Oh! Happy day"
A um passo da exaustão mental: "Pelas tabelas", do Chico, ou qualquer uma de menos de dois minutos e três acordes dos Ramones
Dirigindo: "Rock'n roll", Led Zepelin, ou o tema de "Rocky"
Aprendendo uma lição: "Injuriado", do Chico
Pensamentos profundos: "Yesterday", na versão do Ray Charles
Flashback:  "The sounds of silence", Simon & Garfunkel
Cena de festa: "Holiday", Madonna, ou "Twist and shout", Beatles, ou "Vai passar", do Chico
Dançando pela rua: "Singin' in the rain" ou "Dancing with myself", do Billy Idol.
Se arrependendo: Posso ser cafona de novo? "Corazón Partío"
Noite sozinho em casa: "Hey Jude"
Créditos finais: "Suspicious minds", Elvis



Escrito por Damasceno às 11h19
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Dó, pena, piedade...

Dó, pena e piedade são sentimentos que por mim não existiriam em esportes. Se uma equipe é muito superior, tem mesmo é que meter uma goleada, fazer gol de bunda, cesta de costas, largadinhas de segunda... Enfim, deixar bem nítida sua superioridade.

No entanto, os 4 a 1 do São Paulo sobre o Palmeiras ontem me fizeram cair em contradição. Chegou um momento do jogo que fiquei torcendo pro Tricolor tocar a bola de lado, colocar o pé no freio e fazer o tempo passar. Apesar de no primeiro tempo os verdes terem jogado mais, no segundo eles mal tocaram na bola – chegou a parecer uma partida de profissionais contra amadores.

Se estivessem em campo jogadores como Gamarra, Edmundo, Marcinho e Juninho, tal sentimento piedoso nem passaria pela minha cabeça. Mas meter 10 a 1 num time com Márcio Careca, Ilsinho, Francis, Wendel e Enílton não teria graça nenhuma. Fez bem o Tricolor em parar no 4 a 1, um placar clássico, que mostra a diferença dos dois times e não chega a ser uma humilhação terrível.



Escrito por Damasceno às 10h56
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Quase 100%

A cantora era muito boa, como sempre. Os músicos, talentosos. As canções, em sua maioria, bem bacanas. O cenário, apesar de futurista demais, dava um clima mais aconchegante ao show. Apesar de tanta coisa boa, o show de Marisa Monte não foi tudo aquilo que eu imaginava. Sabe quando falta algum detalhezinho bobo, daqueles que só você fica incomodado?

 

A culpa talvez seja da expectativa criada – a mesma que quase sempre causa decepções, especialmente em filmes. É óbvio que o show foi bom demais, mas creio que quem mais o curtiu foram os fãs incondicionais da cantora, já conhecedores de todas as músicas de seus dois novos discos. Gosto de Marisa Monte, mas algumas frases em suas músicas, como “Eu sinto bucolismo / Pernambucobucolismo” são duras de ouvir.   

 

Outro detalhe que pode ter contribuído para que o contentamento não chegasse aos 100% é o formato do show, não muito apropriado a uma casa do tamanho do Credicard Hall. Fiquei imaginando que um ambiente menor – ou “mais intimista”, pra usar um termo exageradamente na moda – tornaria a apresentação mais bacana.

 

Detalhes chatos à parte, foi bem legal ver Marisa Monte tocando um monte de instrumentos (gaita, violão, guitarra e uns outros de corda que não soube identificar), interagindo bastante com o público, cantando sucessos como “Segue o seco” e “Ao meu redor” e exibindo a bela voz de sempre.

 

Mais legal ainda foi ficar brincando de bolinha de gude na saída do show, mas isso é outra história...



Escrito por Damasceno às 16h08
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