As quartas-feiras musicais do SBT
Confesso: faz duas semanas seguidas que assisto a “Ídolos” e “Rei Majestade” no SBT. Mas não é simplesmente ver, e sim acompanhar com atenção, curiosidade e, por que não?, até gostando de alguma coisa ou outra.
Eu já tinha visto trechos dos dois programas em outras oportunidades, mas sempre zapeando durante os intervalos de outras emissoras. O que me motivou a ver por duas quartas-feiras seguidas os dois programas foi uma dúvida: por que causa, motivo, razão ou circunstância Silvio Santos colocou em seqüência esses dois programas, cujos términos devem culminar na gravação de alguns CDs.
Alguma coisa deve ter. Apesar de o SBT estar em baixa, o homem ainda manja muito do que faz. No primeiro, o público escolhe um novo ídolo. No segundo, resgata um antigo ídolo. Ao final, dois nomes ficarão em evidência. O que será feito com eles?
Mistérios à parte, “Rei Majestade” é muito mais divertido do que “Ídolos”. Qualidade há nos dois, embora os repertórios escolhidos nos dois programas não encham os ouvidos. Ver tiozinhos em fim de carreira tendo contato novamente com as câmeras é muito legal, assim como rever gente como Perla e Sarajane em ação. Já em relação aos novatos, é bacana acompanhar a evolução de algum cantor ou cantora que daqui a alguns meses provavelmente estará fazendo um considerável sucesso.
Mas fica a dúvida: o que SS aprontará com os vencedores dos dois programas?
Escrito por Damasceno às 14h10
[]
[envie esta mensagem]
Medo de livros
Alguns livros me causam medo. E ponto. É uma sensação meio humilhante, como ter medo de cachorro ou de ficar em lugares fechados, mas acontece comigo.
Essa sensação é recente, e “Crime e Castigo” simboliza o medo que tenho atualmente por alguns livros. Já faz quase dois anos que o comprei, mas ele segue grande e belo em minha fila de livros, na estante bem à frente de minha cama – posição estrategicamente torturante, pois não há como não notá-lo diariamente, esperando para ser folheado, consumido, admirado...
O medo do livro mais famoso de Dostoievski se dá por dois motivos: 1) todos amigos e conhecidos que o leram sempre fazem uma cara de “meu, é muito foda!” quando pergunto sobre a história; 2) todos os outros livros “muito foda” por unanimidade tiveram influência maior ou menor, fizeram com que eu passasse ou deixasse de ler certas coisas. Pensando bem, talvez não sejam motivos para ter medo, mas é o que acontece.
Isso já aconteceu (em menor dimensão) na transição dos gibis para os livros, da passagem entre livros juvenis para romances adultos e bateu pesado quando comecei a ler as obras de jornalistas que escrevem pra cacete – até hoje dá uma tristeza tremenda saber que nunca escreverei como Ruy Castro ou Gay Talese, só pra ficar entre os preferidos.
Um tanto quanto cagão, resolvi ir experimentando Dostoievski aos poucos: comecei por um conto chamado “Uma História Lamentável” e terminei há pouco tempo o romance “Um Jogador”. Ambos muito bons, dão a dimensão da qualidade que me espera em “Crime e Castigo”. Pelas minhas contas, ele é o terceiro da fila, mas se me conheço só devo pegá-lo lá para setembro. Que o medo diminua até lá...
Escrito por Damasceno às 13h52
[]
[envie esta mensagem]
|