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Forró, baião, forró, baião
Hoje começou o Horário Eleitoral Gratuito. O da televisão só vai ao ar às 13h, mas o do rádio pude ouvir no caminho para o trabalho. Um detalhe me chamou a atenção: os jingles de Lula, Alckmin, Cristóvão e HH têm o ritmo de forró ou de baião (admito que não sei diferenciá-los, apenas identifico a batida bacana).
Que fique claro: nada contra ritmos nordestinos. O que me intriga é pensar que, além de propostas iguais (as sem sentido não contam), teremos de ouvir também jingles parecidos?
Escrito por Damasceno às 12h42
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Superman e supermen
Uma vez perguntei a amigos se todos eles já quiseram ser, ainda que por instantes, um super-herói. A maioria deles não se contentava em ser o Batman ou o Chapolin Colorado, afinal, já que é para ser super, que seja logo o Superman, com seu poder de voar, visão de raio-x e todos seus super poderes.
Ao sair ontem do cinema (adivinhe qual filme fui ver...), a vontade bateu de novo. Mas é curioso como em cada fase da vida o desejo de ser super vem de maneiras diferentes. Quando criança, em geral, o menino quer ser super para se tornar melhor que os outros, ser o líder da turma. Uns anos depois, a idéia é impressionar as meninas e conquistar a inalcançável "Garotinha ruiva" que todo pirralho já idealizou, tal qual o Charlie Brown.
Já às portas dos 18 anos, o desejo de ser super aparece no rastro dos rios de testosterona que exalam sem parar de qualquer rapaz – "imagine quantas piranhas eu pegaria se fosse super", disse certa vez uma amigo mais desbocado.
Ontem a vontade de ter super poderes foi inédita e, admito, um tanto quanto piegas. Já imaginou levar a namorada para dar um super passeio por aí? E ajudar os mais necessitados? E impressionar as mocinhas indefesas (não sou de ferro...)? E acertar as contas com certos pilantras da sociedade?
Voltando pra casa, ri imaginando que na verdade não seria bom ter tais poderes. Mas também não resisti a pensar no que irá passar pela minha cabeça quando assistir novamente algum filme do Superman daqui a alguns anos. Vontade de voar para não pegar trânsito? Fazer a Terra girar ao contrário para voltar a ser jovem? Ter pessoas queridas por perto de volta?
O filme
Desejos bobos à parte, "Superman – o retorno" é bem mais legal do que imaginava. Clark Kent se junta a Bruce Wayne entre os supers que, mesmo travestidos de heróis, mantêm seus conflitos psicológicos e demonstram ser realmente humanos, com sentimentos como ciúmes e raiva bem nítidos.
Só mais um detalhe: ao contrário do que muitos disseram, e apesar de gostar muito do trabalho de Kevin Spacey, para mim Gene Hackman ainda é imbatível na pele de Lex Luthor
Escrito por Damasceno às 09h06
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